R$ 69,5 milhões para restaurar florestas na Amazônia

A restauração florestal também fortalece cadeias produtivas locais, com produção de mudas e geração de renda em comunidades amazônicas. Foto: Freepick

O Brasil acaba de anunciar um novo pacote de investimentos para recuperar áreas degradadas na Amazônia. O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vão destinar R$ 69,5 milhões a projetos de restauração florestal em unidades de conservação da Amazônia Legal.

O aporte faz parte do quarto ciclo do programa Restaura Amazônia, que selecionou 11 iniciativas voltadas à recuperação da vegetação nativa e ao fortalecimento da cadeia produtiva da restauração florestal. As propostas devem restaurar 2.877 hectares em áreas protegidas distribuídas pelos estados do Acre, Rondônia, Tocantins, Mato Grosso, Pará e Maranhão.

Além da recuperação ambiental, os projetos também buscam estimular atividades econômicas sustentáveis associadas à floresta, como produção de mudas, coleta de sementes e manejo de espécies nativas — ações que podem gerar renda para comunidades locais e fortalecer a bioeconomia amazônica.

Estratégia climática

A iniciativa faz parte da estratégia brasileira de ampliar a escala da restauração florestal no país e contribuir para a meta nacional de recuperar 12 milhões de hectares de vegetação nativa até 2030, prevista no Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa (Planaveg).

O programa é financiado com recursos do Fundo Amazônia, gerido pelo BNDES, e conta com a parceria do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, responsável pela coordenação do fundo. Nesta etapa, os projetos atuarão em territórios considerados prioritários para a conservação da biodiversidade, como reservas extrativistas, parques nacionais, áreas de proteção ambiental e terras indígenas.

Arco do Desmatamento

Grande parte das ações ocorre em áreas do chamado Arco do Desmatamento, região historicamente pressionada pela expansão agropecuária e pela degradação ambiental. A proposta do programa é transformar essa área crítica em um “Arco da Restauração”, ampliando a recuperação da vegetação nativa e incentivando atividades econômicas sustentáveis.

Criado em 2023, o Restaura Amazônia vem ampliando o alcance das ações de recuperação florestal na região. Com o anúncio do quarto ciclo de editais, o programa passa a apoiar 58 projetos de restauração ecológica e produtiva, envolvendo 17 Unidades de Conservação, 77 assentamentos da reforma agrária e 35 Terras Indígenas.

Recuperação 

Somados, os projetos apoiados pela iniciativa devem recuperar quase 15 mil hectares de vegetação nativa na Amazônia Legal. A expectativa é que as ações contribuam para restaurar ecossistemas degradados, fortalecer cadeias produtivas da restauração e gerar novas oportunidades econômicas para populações que vivem na floresta.

Ao ampliar investimentos em soluções baseadas na natureza, o país busca consolidar a restauração florestal como uma das principais estratégias para enfrentar a crise climática e proteger a biodiversidade amazônica.

*Fonte: MMA

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