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| Brasil produz 2,4 milhões de toneladas de lixo eletrônico por ano, mas recicla formalmente apenas 3% desse volume. Foto: Banco de Imagem Canva |
Redação Conectaeco
Em meio à rápida renovação de celulares, eletrônicos e equipamentos domésticos, um problema silencioso continua crescendo dentro das casas brasileiras. Pilhas usadas esquecidas em gavetas, baterias antigas armazenadas por anos e lâmpadas queimadas descartadas junto ao lixo comum podem parecer inofensivas, mas escondem uma ameaça significativa ao meio ambiente e à saúde pública.
O alerta ganha ainda mais relevância diante do avanço do lixo eletrônico no país. Dados do relatório Global E-waste Monitor 2024, da Organização das Nações Unidas (ONU), mostram que o Brasil gera cerca de 2,4 milhões de toneladas de resíduos eletrônicos por ano, liderando o ranking da América Latina. Apesar do volume expressivo, apenas cerca de 3% desse material recebe reciclagem formal.
O desafio está nos componentes presentes nesses resíduos. Pilhas, baterias e lâmpadas contêm metais pesados como mercúrio, chumbo, cádmio e níquel. Quando descartados em aterros comuns ou em locais inadequados, esses materiais podem contaminar o solo, atingir rios e lençóis freáticos e provocar impactos duradouros nos ecossistemas.
Para Rafael Marques Motta, diretor da Inovar Ambiental, o problema ainda é subestimado por grande parte da população.
“São resíduos que possuem alto potencial de contaminação. Muitas vezes, as pessoas não têm dimensão dos impactos causados pelo descarte inadequado de pilhas, baterias e lâmpadas no lixo doméstico”, afirma.
Impactos que ultrapassam gerações
Embora muitas vezes invisíveis, os efeitos da contaminação provocada por resíduos perigosos podem se estender por décadas. A presença de metais tóxicos no ambiente compromete recursos naturais essenciais e pode afetar a fauna, a flora e a saúde humana.
Segundo Motta, o descarte correto vai além de uma prática ambientalmente responsável: trata-se de uma medida preventiva para reduzir riscos futuros e ampliar o reaproveitamento de recursos.
“O gerenciamento adequado de resíduos precisa considerar não apenas os impactos imediatos, mas também os efeitos de longo prazo que esses materiais podem causar ao meio ambiente e à saúde pública. Cada resíduo destinado corretamente representa menos contaminação, mais reaproveitamento de recursos e mais sustentabilidade para as próximas gerações”, destaca.
Gestão adequada e economia circular
Com a crescente demanda por soluções ambientais, empresas especializadas vêm ampliando sua atuação na destinação segura de resíduos. Em Minas Gerais, a Inovar Ambiental realiza o tratamento e a destinação correta de mais de mil toneladas de resíduos por mês, atendendo cerca de 500 clientes em diferentes regiões do estado.
Entre os serviços desenvolvidos está a blendagem para coprocessamento, processo que transforma resíduos em Combustível Derivado de Resíduos (CDR), permitindo o aproveitamento energético de materiais que antes seriam destinados ao descarte. A empresa também se destaca por realizar a despressurização de aerossóis, procedimento que garante o tratamento seguro desse tipo de resíduo.
Em um cenário de crescimento contínuo do lixo eletrônico, especialistas reforçam que pequenas atitudes individuais, como levar pilhas, baterias e lâmpadas a pontos de coleta adequados, podem fazer diferença significativa na redução da contaminação ambiental e na construção de um modelo mais sustentável de consumo e descarte.
*Com informações da Assessoria de Imprensa
