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| Cachoeiras, trilhas e piscinas naturais fazem da Serra do Tepequém, no município de Amajari, um dos destinos de ecoturismo mais surpreendentes do norte do Brasil. Foto: Reprodução |
No extremo norte do Brasil, o município de Amajari guarda um destino que combina natureza exuberante, clima agradável e experiências de ecoturismo: a Serra do Tepequém. Localizada a cerca de 200 quilômetros de Boa Vista, a região vem se consolidando como alternativa para quem busca se refrescar nas águas cristalinas de cachoeiras e piscinas naturais em meio à paisagem amazônica.
O trajeto até a serra já revela mudanças marcantes na paisagem. Ao deixar o lavrado — a savana típica de Roraima — o cenário se transforma em áreas montanhosas cobertas por vegetação mais densa. A região também carrega um passado curioso: décadas atrás, o Tepequém foi um importante polo de mineração de diamantes no país. Com o tempo, antigas áreas de exploração deram lugar a formações naturais que hoje encantam visitantes.
Entre os destaques do destino está a Cachoeira do Paiva, uma das mais conhecidas da região, cercada por paredões rochosos e vegetação nativa. Outra parada popular é a Cachoeira do Barata, cujos poços tranquilos atraem famílias em busca de um banho relaxante. Já a Cachoeira do Funil chama atenção pela formação rochosa que direciona a água com força, criando uma espécie de hidromassagem natural.
As trilhas que cortam a serra também fazem parte da experiência. Algumas levam a mirantes naturais que revelam o contraste entre a altitude da serra e a imensidão plana do estado — cenário perfeito para assistir ao pôr do sol.
A viagem ganha ainda mais identidade com a culinária regional. Em Amajari, a gastronomia mistura tradições indígenas e influências nordestinas. Entre os pratos típicos estão a paçoca de carne seca batida no pilão com banana-da-terra e peixes amazônicos, como o tambaqui assado na brasa. Para quem busca uma experiência mais autêntica, a damurida — caldo tradicional indígena preparado com tucupi negro, pimenta jiquitaia e peixe ou carne — revela sabores profundos da cultura local.
Como chegar
O acesso ao destino começa pelo Aeroporto Internacional de Boa Vista. De lá, o percurso segue pela BR-174 e depois pela RR-203, em uma viagem de aproximadamente três horas. No caminho, planícies abertas e buritizais anunciam a chegada a um dos cenários naturais mais surpreendentes do norte do país.
Entre cachoeiras, trilhas e sabores amazônicos, a Serra do Tepequém mostra que o interior de Roraima também abriga experiências de turismo sustentável capazes de encantar viajantes em qualquer estação.
*Fonte: Ministério do Turismo
