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| Com metas ambiciosas, Plano Clima coloca ciência e sociedade no centro da ação climática. Foto: Vecteezy |
O Governo do Brasil apresentou, nesta segunda-feira (16/3), o Plano Nacional sobre Mudança do Clima – Plano Clima, o principal instrumento para enfrentar a crise climática até 2035. O anúncio foi feito no Palácio do Planalto, em Brasília, após aprovação das Estratégias Transversais para Ação Climática pelo Comitê Interministerial sobre Mudança do Clima (CIM).
Desenvolvido ao longo de três anos por 25 ministérios, o plano integra políticas de redução de emissões (mitigação), adaptação aos impactos climáticos e mecanismos de financiamento, com foco em justiça climática. Ele também orienta o cumprimento da Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) do Brasil no Acordo de Paris, que prevê redução de 59% a 67% das emissões líquidas até 2035 e neutralidade climática até 2050.
O documento organiza-se em três eixos: Mitigação, com oito planos setoriais; Adaptação, com 16 planos para setores como cidades, agricultura, saúde e biodiversidade; e Estratégias Transversais, que incluem transição justa, educação, ciência e inovação, e a agenda de mulheres e clima. Ao todo, são 312 metas e mais de 800 ações.
| Novo plano une governos, setor privado e sociedade contra a emergência climática. Foto: Fernando Donasci/MMA |
Segundo a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, o plano coloca as pessoas no centro da política climática, protegendo vidas e ecossistemas frente a chuvas extremas, secas e incêndios, como os que afetaram o país em 2024. O ministro da Casa Civil, Rui Costa, destaca que o plano é um chamado à ação para governos, setor privado e sociedade civil.
O plano foi construído com ampla participação social, envolvendo cerca de 24 mil pessoas, oficinas, plenárias territoriais e consultas públicas. Revisões estruturais ocorrerão a cada quatro anos, garantindo que o instrumento evolua conforme os desafios climáticos e as necessidades do país.
O lançamento reforça o compromisso do Brasil em acelerar a transição para uma economia de baixo carbono, fortalecer a resiliência de populações vulneráveis e liderar a agenda ambiental global.
Todos os componentes do Plano Clima passaram, ainda, por consultas públicas por meio da plataforma Brasil Participativo.
*Fonte: MMA
